Apresentação

O colóquio internacional Trabalhadores, golpes e ditaduras, que acontece na UFF entre os próximos dias 14 e 16 de abril, é parte de um esforço de reflexão crítica sobre o período compreendido entre o início dos anos 1960 e o fim da ditadura instalada com o golpe de 1964. Tal período, por certo, será alvo de um grande número de eventos acadêmicos e novas publicações, não só pelo “cinquentenário” do golpe registrado em 2014, mas especialmente porque existe uma demanda social por reflexões mais consistentes sobre aquela quadra conturbada de nossa história recente. De certa forma, em função da relevância daquele momento para a construção da memória sobre o Brasil por parte de uma geração ainda viva e de seus descendentes, podemos dizer que o governo Goulart e o golpe de 1964 constituem-se hoje no marco inicial de nossa História do Tempo Presente.

A especificidade deste colóquio reside em uma tripla justificativa: de um lado, sua ênfase temática na ação coletiva dos trabalhadores na conjuntura que levou ao golpe e durante a ditadura; de outro lado, sua ênfase teórica, na importância da dinâmica dos conflitos sociais para o entendimento dos fenômenos políticos; por fim, em sua abertura para análises comparativas internacionais, bem como para o entendimento do grau de articulação entre processos internos e conjunturas externas. Tais ênfases e abertura nos remetem a um inevitável debate historiográfico, a partir de uma perspectiva crítica em relação aos posicionamentos conservadores de parte significativa da produção atual, que será também característico deste colóquio.

Organização:
Mundos do Trabalho (UFF)
NIEP-Marx (UFF)

Comissão Organizadora:
Marcelo Badaró (UFF)
Demian Melo (NIEP-Marx)
Kênia Miranda (UFF)
Luciana Lombardo (PUC-Rio)
Renake David (UFF)

Apoio:
CAPES
PROPPI-UFF
Programa de Pós-Graduação em História da UFF
Programa de Pós-Graduação em Educação da UFF

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